sexta-feira, 19 de novembro de 2010

My brain teach my hands how to write some stuff.

Tão grande é a mentira do homem
Que tão facilmente julga a futilidade
Sem se aperceber que,
a cada dia,
utiliza a ré nas suas psicóticas manias de avaliação.
Estereótipos.
A tua boca cospe-os de forma involuntária;
O teu cérebro cozinha-os antes que tu próprio te apercebas.
Aprendes a amar-te de uma estranha forma,
ao te aperceberes das imperfeições alheias;
aprendes a odiar-te de uma estranha forma,
ao te aperceberes que o teu ego não sustenta...
...as tuas próprias imperfeições.
Mesmo sem a aprovação de Darwin,
gostarias de ser Eva nos primórdios da criação:
Única; perfeita; especial.
A mais bela costela do homem.
Mas quem disse que os critérios de Deus são plausíveis?
Que sabe Ele de beleza a mais que os mídia?
Prefiro antes partilhar 99% do ADN da macaca Marta,
mesmo que não seja a última tendência em Paris.
Tenho pena que os espelhos não mostrem,
o reflexo dos meus intestinos,
apêndice, fígado, pulmões...
Tenho pena que ninguém veja que as entranhas nos são,
a todos nós,
iguais; mesmo que esteticamente pouco agradáveis.
És mais feia? Mais bonita?
Pois digo-te:
A massa de que sou feita é a mesma que te sustenta.
A superioridade;
A inferioridade;
Conceitos que se perdem nos limites da carne e do osso;
Nos limites do que é ser homem; mulher.
Nos limites do pensar; do sentir.
Igualdade!

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